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Fabro Steibel, colunista do jornal gaúcho Zero Hora e diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, abriu a manhã de atividades do último dia do Encontro Institucional de Magistrados da Décima Região, nesta sexta-feira (10). O especialista falou sobre o impacto das redes sociais na vida dos magistrados no evento promovido pela Escola Judicial do TRT-10.

No início da apresentação, o palestrante mencionou alguns dados sobre o comportamento de integrantes do Judiciário nas redes sociais para sensibilizar os participantes. De acordo com o estudo, 85% dos magistrados utilizam redes sociais e 74% alegam não ter recebido formação para o uso adequado dessas mídias. Mais de 70% deles acreditam que um juiz pode se identificar como juiz nesses espaços virtuais.

"A gente precisa entender a tecnologia para poder saber usar", disse Fabro Steibel. Para aprofundar a questão, o especialista comparou a presença de integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nas redes sociais. Segundo ele, cada dia mais a atuação de políticos e parlamentares é orientada pelas interações virtuais. O Judiciário é o menos permeado pelas redes sociais. "O like não é combustível de tomada de decisão do magistrado. O compartilhar não é a razão da atuação do juiz", observou.

Outro componente importante para entender o impacto das redes na vida de personalidades públicas é o fenômeno da personalização da política, que no Reino Unido foi protagonizado pelo ex-primeiro ministro Tony Blair. Antes dele, a política do país era historicamente e tradicionalmente liderada por partidos e não por pessoas. "Blair foi o primeiro a se sobrepor aos partidos, o que tornou a fronteira do que é da pessoa e do que é público muito tênue", destacou Fabro.

Sob essa perspectiva, o especialista lembrou que há algum tempo atrás a maior parte das pessoas imaginavam o Judiciário como uma estátua de uma mulher vendada com uma balança na mão. "Quando o juiz está nas redes, o judiciário ganha personalidade física", frisou o palestrante. Por outro lado, se não há magistrados nas redes sociais, só ficam os haters (pessoas que disseminam discursos de ódio) e os desinformados. "Não estar na rede, é deixar que alguém fale por você", alertou.

O especialista tratou ainda do poder dos algoritmos e das inteligências artificiais, do poder dos influenciadores digitais, da mudança nos hábitos de consumo de informação e notícias, bem como dos riscos das fake news e da indústria de bots - que são perfis falsos criados com a finalidade de impulsionar ou destruir reputações na internet. Ao final da palestra, Fabro Steibel ressaltou a importância de fazer uma "higiene digital", com a adoção de práticas que favorecem a proteção da privacidade nas redes.

Depois do intervalo, ainda pela manhã, os participantes foram divididos em grupos para discutir algumas questões que surgem da presença dos magistrados nas redes. No período da tarde, o palestrante conduzirá o workshop sobre boas práticas do Poder Judiciário nas redes sociais. O encerramento do evento será às 16h com um painel sobre reflexões do uso das mídias socias pelos magistrados, que será apresentado pela professora Ana de Oliveira Frazão e pelo jornalista do Grupo Globo, Heraldo Pereira de Carvalho.

Fonte: NUCOM (Bianca Nascimento)

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