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Chegou ao fim, na sexta-feira (19), mais uma edição do Encontro Institucional dos Magistrados do TRT10 que reuniu, durante três dias, magistrados e servidores da Justiça do Trabalho em torno do tema central Planejamento e Ação Institucional.

O evento discutiu a necessidade do conhecimento e domínio, por parte dos magistrados e gestores de Unidades Judiciárias, de práticas e técnicas de gestão e plano de ação para a administração de varas e gabinetes, visando à melhora da prestação dos serviços e à qualidade de vida, reduzindo significativamente os problemas de saúde, principalmente em tempos de crise.

Foram apresentadas palestras sobre visão sistêmica, comunicação não-violenta e gestão de unidades judiciárias de 1º e 2º Graus, promovendo a reflexão de magistrados e servidores sobre o contexto atual do TRT10 e o exercício de suas práticas profissionais.

O assunto central do encontro foi o planejamento e um dos assuntos que não poderia ficar de fora é a comunicação. Desta vez o tema foi abordado de uma forma bem diferente - comunicação não-violenta - e chamou muito a atenção de magistrados e servidores. “Eu acredito que este tema, que é aparentemente transversal, consegue trazer para nós uma nova luz em relação a como melhorar os interrelacionamentos no nosso ambiente de trabalho que contribui, não só para o aumento da produtividade, mas para um ambiente mais sadio com menos adoecimento, que também são outras questões debatidas neste encontro. Eu acredito que esta nova forma de se comunicar com o outro, de enxergar o outro, é um conhecimento que eu levarei deste encontro para minha unidade e para a minha própria vida”, declarou o Juiz Alexandre de Azevedo Silva, Titular da 1ª Vara do Trabalho de Taguatinga-DF e Juiz Auxiliar da Presidência.

A servidora Sílvia Custódia Pedreira, Diretora de Secretaria da Vara do Trabalho de Guaraí-TO, também enfatizou a importância do planejamento para sanar os problemas de adoecimento que têm ocorrido no âmbito do tribunal: “Eu acho que essa preocupação do tribunal com os servidores e magistrados realmente está ocorrendo. É uma questão muito séria que está acometendo muita gente e tem que ser encarada de frente e tomadas decisões mais efetivas neste sentido. Além disso, esse diálogo entre servidores e magistrados é um formato muito interessante para poder efetivar medidas que serão decididas no plano de ação. É uma ideia maravilhosa a gente poder levar para cada unidade um objetivo realmente concreto para ser atingido. Acredito que isso vai fazer uma diferença muito grande e pode ser que, até no próximo encontro, a gente tenha uma surpresa com resultados positivos”, concluiu a servidora.

O tema “Planejamento e Ação Instistucional” foi enfatizado nas palestras e oficinas para a preparação dos planos de ação das unidades judiciárias. Os participantes aplicaram os conceitos e ferramentas apresentadas pelos magistrados Ricardo Fioreze e Carlos Lontra, do TRT da 4ª Região, no planejamento das ações necessárias ao atingimento dos objetivos de suas unidades.

Conforme o Juiz Ricardo Fioreze, do TRT da 4ª Região, durante os trabalhos, no geral os participantes conseguiram captar o uso da ferramenta e seus aspectos técnicos.” Nas oficinas o pessoal começou a entender, questionar, e com o raciocínio, as coisas ficaram mais claras. A primeira expectativa é que, depois de elaborado o plano de ação, ele seja implementado na sua realidade e que, após, eles façam medições periódicas”, complementou o magistrado.

Para o Juiz da 4ª Região, planejamento da gestão é fundamental, pois permite, a partir dos recursos que estão disponíveis, priorizá-los para aquilo que seja mais importante para os jurisdicionados. E a consciência dos magistrados para este papel administrativo tem aumentado: “Sempre tivemos magistrados preocupados com isso e que exerciam esta tarefa de forma intuitiva. A nossa preocupação hoje é capacitá-los mais”, conclui o magistrado.

Neste sentido, a palestra associada às oficinas abriu caminho para suprir esta necessidade de capacitação, como declarou o Juiz Reinaldo Martini: “Nós juízes, muitas vezes, não temos formação na área de gestão, e o encontro está voltado para esta área, instrumentalizando o juiz para ele poder enfrentar estes tempos de crise, em que estamos com escassez de recursos. O mais relevante é o gerenciamento de crise. Sempre é necessário uma complementariedade, pois as técnicas de gerenciamento e de gestão estão sempre evoluindo, inclusive e principalmente, com couching, com acompanhamento, fixação de metas...”.

Os participantes levantaram a expectativa de continuidade da complementação e acompanhamento desta capacitação em gestão. “O tema que mais chamou a atenção foi o que organiza a perspectiva de ferramentas para o melhor planejamento administrativo das Varas. Os facilitadores do tema têm uma organização e experiência muito grande e acredito que toda ferramenta que agrega com o conhecimento é extremamente útil. Claro que cada Vara vai tentar adaptar essa ferramenta a peculiaridade da filosofia de trabalho de seus juízes titular e auxiliar. A complementariedade do encontro poderia vir por ensino a distância, porque isto facilita o encaixe do acompanhamento do resultado da metodologia com o tempo de trabalho. Com o volume de trabalho que a gente tem, acho que a ferramenta ideal para complementar isso e também colher resultados disso são as ferramentas de ensino a distância. Nós poderíamos ter então aulas tutoriais complementares, fóruns de discussão, o que seria interessante para manter o uso das ferramentas constante,” declarou o Juiz Paulo Henrique Blair.

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