Pesquisa Avançada

Notícias

Na tarde desta quinta-feira (18), durante o Encontro Institucional de Magistrados da Décima Região, os juízes da Quarta Região da Justiça do Trabalho Carlos Alberto Zogbi Lontra e Ricardo Fioreze falaram aos participantes sobre gestão participativa e elaboração de plano de ação para unidades judiciais. A atividade foi realizada no formato de palestra/oficina para preparar magistrados e servidores para a programação do último dia do evento, nesta sexta-feira (19), dia em que serão entregues os planos das unidades judiciárias.

Sobre gestão participativa, o juiz Carlos Lontra começou sua apresentação constatando a dificuldade de magistrados se interessarem pelo conhecimento de técnicas de gestão, segundo ele, essenciais para a administração de varas e gabinetes. Durante a palestra, foi exibido o filme "Como lobos mudam rios". Em seguida, o juiz do TRT4 propôs alguns questionamentos para provocar a reflexão de magistrados e servidores. Logo após, o palestrante distribuiu a todos um exercício para descrição do contexto organizacional de suas unidades e destaque de características pertinentes à cultura e às competências organizacionais.

Segundo ele, cada vara tem traços culturais que a caracterizam. "A cultura varia com o tempo e com o lugar. E o estilo de liderança aplicado é fator determinante nessa cultura. Os senhores não farão planos de ação eficazes se não pararem para entender a cultura de suas unidades. Outro conceito que é preciso recuperar nesse contexto é o de competências, que envolve a identificação de conhecimentos, habilidades e atitudes dos membros da equipe", observou Carlos Lontra.

Perfil de liderança

O líder contemporâneo, de acordo com o juiz, deve tomar as decisões articulando e alinhando o seu grupo; valorizando a diversidade - ao incluir pessoas com perfis diferentes que se completam; e entendendo que os conflitos são ricas oportunidades de sinergia e tomada de decisão. "Ele é pró-ativo, pois provoca mudanças positivas", completou. A estratégia adequada para adoção desse perfil de gestão no Judiciário, no entendimento do palestrante, é fazer com que o juiz pare para pensar sobre sua unidade e discuta com o seu diretor ou assessor para diagnosticar e planejar.

"É necessário ainda envolver a equipe toda. É assim que exercitamos a gestão participativa. O entendimento do conceito de gestão já pressupõe em si a participação, do trabalho associado de pessoas. Além disso, tem que haver parametrização. Pode, inclusive, substituir a palavra meta por objetivo, pretensão, agenda positiva. Isso porque o que se busca aqui não é a competição e sim a colaboração", lembrou o juiz Carlos Lontra.

Plano de ação

Já o juiz Ricardo Fioreze trabalhou com os participantes conceitos necessários para elaboração de plano de ação. Para ele, antes de começar a planejar, é preciso realizar um diagnóstico da unidade judicial e encará-lo como uma oportunidade. O magistrado explicou que as ferramentas de gestão, inclusive, permitem minimizar prejuízos. "Sei que temos demandas ilimitadas e recursos limitados. Entretanto, o trabalho do gestor é conseguir equacionar demandas e recursos", alertou.

Plano de ação, de acordo com a definição apresentada pelo juiz, é o planejamento de ações necessárias ao atingimento de um objetivo definido como resposta e um diagnóstico de situação elaborado com base em coleta e análise de dados concretos. Esse plano deve conter objetivos, ações a serem executadas, cronograma, orçamento, o nome do responsável, bem como a relação dos riscos previsíveis e dos planos de contingência.

Dentre as ferramentas indicadas pelo palestrante para elaboração de um plano de ação, a do diagrama de causa e efeito, a ferramenta GUT (Gravidade, Urgência e Tendência). O magistrado recomendou ainda o uso de metodologias como a lista de tarefas com prazos, a Kaban e a 5W2H, esta última que será utilizada pelos magistrados na oficina final do último dia para elaboração dos planos de ação das unidades judiciárias da Décima Região.

Primeiras oficinas

Na turno da manhã desta quinta-feira (18), foram realizadas duas oficinas simultâneas. Uma sobre gestão de unidades judiciárias de Primeiro Grau e a outra sobre gestão de gabinetes e fluxo dos procedimentos dos recursos repetitivos e uniformização de jurisprudência. Os facilitadores da oficina com juízes do Primeiro foram os juízes do TRT4 Carlos Lontra e Ricardo Fioreze. Já a oficina para magistrados do Segundo Grau foi conduzida pelos desembargadores Alexandre Nery e Brasilino Ramos.

Fonte: NUCOM

United Kingdom Bookmaker CBETTING claim Paddy Power Bonus from link.